segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Tostão afirma: "Ronaldo foi o maior jogador que já passou pelo Cruzeiro"

Ídolo eterno do Cruzeiro, craque que fez história com a camisa estrelada e com a Seleção Brasileira na Copa de 1970, Tostão diz que Ronaldo deveria ter parado antes, mas diz que a decisão de encerrar a carreira é mesmo muito difícil

Leandro Mattos - Superesportes


Arquivo EM/D.A Press
Tostão, no centro da foto, entre Natal e Dirceu Lopes, elencou Ronaldo como um dos maiores ídolos da história celeste 
 
A notícia de que Ronaldo vai encerrar sua carreira como jogador de futebol sacudiu o mundo da bola neste domingo. Bicampeão mundial com a Seleção Brasileira (1994 e 2002), maior artilheiro da história das Copas, eleito como o melhor do mundo pela Fifa por três vezes… Elencar as façanhas do Fenômeno virou lugar comum, com a extensa lista de glórias que o garoto de Bento Ribeiro, subúrbio do Rio de Janeiro, conquistou ao longo de sua trajetória pelos clubes do Brasil e do exterior. Quis o destino que um dos maiores atacantes de todos os tempos explodisse em grandeza num clube de Minas Gerais, o Cruzeiro. Foi com a camisa estrelada que o moleque, ainda franzino, infernizou defesas adversárias em 1993 e 1994 e foi convocado para a Copa do Mundo dos Estados Unidos, com apenas 17 anos.

Foi sobre esses feitos e sobre a decisão anunciada pelo Fenômeno que o Superesportes conversou com o maior jogador da história do Cruzeiro: Tostão. Numa entrevista exclusiva, o campeão da Taça Brasil de 1966 pelo time estrelado, falou sobre o fim da carreira de Ronaldo. Para o craque da Copa de 70, a decisão deveria ter sido tomada antes.  “Era uma decisão mais do que esperada. Havia um consenso de que Ronaldo já não conseguia jogar de maneira efetiva, com a qualidade que o transformou no fenômeno que ele realmente foi. Acho que foi uma decisão ótima para ele, pois já estava passando da hora dele parar”.


Mesmo afirmando que Ronaldo poderia ter encerrado a carreira antes, Tostão foi enfático ao dizer que a decisão de deixar o futebol é mesmo muito difícil e extremamente pessoal. “É realmente uma decisão muito difícil para o jogador e uma coisa extremamente pessoal, que só cabe ao próprio atleta”.

Grande dimensão

Paulo Filgueiras/Arquivo/EM/D.A Press
Tostão lembrou dos primeiros jogos de Ronaldo com a camisa do Cruzeiro
Tostão também falou da importância de Ronaldo para o Cruzeiro e disse que se lembra muito bem dos primeiros jogos do Fenômeno em terras mineiras. “Ele era, desde o início, um jogador excepcional. Logo no começo da carreira, nos primeiros jogos, ele já dava os sinais de que seria mesmo um fenômeno”.

Para o ex-jogador, devido à dimensão que Ronaldo atingiu durante a carreira nos clubes que defendeu pelo mundo, com as premiações, títulos e feitos que conquistou pela Seleção Brasileira, o atacante foi o maior jogador que passou pelo Cruzeiro. “Ele foi, com certeza absoluta, o maior jogador que passou pelo Cruzeiro. Não é que ele tenha sido o maior jogador do Cruzeiro, pois ficou pouco tempo no clube, mas ele deixou sua marca como eu, o Dirceu Lopes e tantos outros. Realmente, ele foi um grande jogador”.

Por fim, Tostão destacou que Ronaldo merece ser lembrado com todo o carinho e com todo o respeito que adquiriu dentro dos gramados. “Ele foi um dos maiores de todos os tempos. Fez coisas maravilhosas e temos sempre que lembrar dos grandes momentos dele”.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Site do Deputado Mário Heringer no Painel do Paim

Clique no seguinte LINK para acessar o site do Deputado Mário Heringer:

http://www.marioheringer.com/site/

Anel Rodoviário de BH: Quatro radares fixos começam a ser instalados nesta 4ª

Equipamentos fixos serão instalados nos Kms 1 e 3 (Bairro Olhos D’água); 4 e 5 (Vila Paraíso); 6 (Betânia) e 7 (Bairro das Indústrias).


Renato Cobucci
Anel Rodoviário
Caminhões fazem ultrapassagem irregular no Anel Rodoviário, na altura do Bairro Betânia
Quatro radares fixos começam a ser instalados a partir desta quarta-feira (2) no trecho mais crítico do Anel Rodoviário, que compreende sete quilômetros entre os bairros Olhos D’água e Industrial. A promessa é de que, até o fim deste mês, os equipamentos comecem a funcionar. Enquanto as autoridades discutiam, nesta terça-feira (1º), soluções para a violência no trecho, cenas de abuso e irresponsabilidade dos motoristas se repetiam no mesmo local onde foi registrada a morte de cinco pessoas em um trágico acidente, na última sexta-feira. Em menos de dez minutos, foram flagradas mais de 30 manobras imprudentes que poderiam provocar graves colisões. Uma média de três infrações a cada minuto.

Com o anúncio de novos radares, a lombada eletrônica já existente na perigosa descida do Bairro Buritis terá ao todo cinco redutores de velocidade. A medida foi anunciada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), após reunião na sede do órgão. O encontro contou com a presença de representantes da Prefeitura de Belo Horizonte, BHTrans e polícias Militar Rodoviária e Rodoviária Federal.

Durante a reunião, foi definido um pacote de ações para inibir o excesso de velocidade na via. A primeira delas é o reforço na fiscalização eletrônica até a conclusão da instalação dos radares fixos. A partir desta quarta, três equipamentos móveis serão utilizados das 7 às 20 horas. Atualmente, o trecho conta apenas com um aparelho móvel e um fixo. A PRF também vai ajudar no controle da velocidade, com a colocação de um radar móvel na BR-040, na entrada do Anel Rodoviário.

Outra medida será a implantação de sinalização especial para carretas e caminhões. O objetivo é orientar os motoristas de veículos de carga a trafegarem pela pista da direita. Também foi definida a criação de um comitê gestor, que será formado por representantes da PBH, Dnit e pelas polícias Militar e Rodoviária Federal. O objetivo é discutir, quinzenalmente, soluções para problemas recorrentes da via.

Para o superintendente adjunto do Dnit, Sebastião Abreu, as medidas anunciadas são suficientes para manter a segurança na via até a reforma. Ele descartou, inicialmente, a restrição do tráfego de veículos pesados no horário de pico. No entanto, admitiu que a medida pode ser adotada a médio prazo. A solução, para Abreu, é a construção do Rodoanel, trecho de 68 quilômetros, desde Ravena, distrito de Sabará, até a altura de Betim, na Grande BH.

O vice-prefeito da capital, Roberto Carvalho, descartou o decreto de Situação de Emergência, já que ele não teria validade sobre uma via de responsabilidade federal. Porém, afirmou que a prefeitura vai exigir o cumprimento do cronograma da licitação das obras do Anel, previsto para abril. O governador Antonio Anastasia foi mais um a apontar a construção do Rodoanel como “solução definitiva”.

De acordo com o comandante da Polícia Militar Rodoviária, tenente-coronel Sebastião Emídio, os equipamentos fixos serão instalados nos Kms 1 e 3 (Bairro Olhos D’água); 4 e 5 (Vila Paraíso); 6 (Betânia) e 7 (Bairro das Indústrias).


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